29/06/2016 por Norteando Você

Plástico: empresas desenvolvem alternativa para melhorar o meio ambiente

Recentemente foi registrada a patente de dois materiais, o OXIUM e o ECOPLAS que podem, futuramente, substituir o plástico

Nos últimos dez anos diversas alternativas naturais ao plástico foram desenvolvidas (Foto: Reprodução)

Nos últimos dez anos diversas alternativas naturais ao plástico foram desenvolvidas (Foto: Reprodução)

O plástico é um material que pode ser encontrado em quase todos os objetos ao nosso redor. Calcula-se que por ano sejam consumidas 300 milhões de toneladas em todo mundo. Porém, em breve, esta realidade pode mudar. Cada vez mais, empresas estão desenvolvendo alternativas sustentáveis ao plástico a partir do petróleo.

Um dos nomes mais conhecidos no meio do desenvolvimento de produtos sustentáveis é o do engenheiro indonésio Sugianto Tandio que vem elaborando, nos últimos 10 anos, alternativas ao plástico favoráveis ao ambiente. Recentemente foi registada a patente de dois materiais: o OXIUM e o ECOPLAS.

O Oxium, um destes novos materiais, é “apenas” um aditivo que ao ser embebido no plástico comum acelera a degradação do polietileno. Segundo a  empresa desenvolvedora dos primeiros teste com o produto, um saco de plástico que contenha Oxium degrada-se em apenas dois anos, em oposição aos sacos plásticos tradicionais que podem demorar 500 anos a desaparecer.

A empresa voltada para produção de produtos sustentáveis Tirta Marta, também vem se destacando por produzir o ECOPLAS, um polímero bio-degradável feito a partir de tapioca e que se decompõe em apenas duas semanas, se for enterrado no solo rico em micróbios e insetos.

Mandioca já é opção

A empresa brasileira OKA Bioembalagem também está empenhada nesta luta contra o plástico vindo do petróleo. A prova disso é que o grupo acaba de criar  uma espécie de esferovite que pode ate mesmo ser ingerido por humanos.

A partir da massa de mandioca, tratada a altas temperaturas, a empresa criou uma série de embalagens (caixas de ovos, tabuleiros, caixas de comida, copinhos) que são não-tóxicas, possuem alta plasticidade e rigidez, são isolantes termo-acústicos e resistentes a temperaturas de até 200 graus Cº.

Segundo a OKA, estas embalagens podem ser descartadas em qualquer solo uma vez que “se degradam naturalmente, podendo servir inclusive como ração animal, ou podem ser recicladas no processo produtivo ou de compostagem, alimentando a terra”.

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