06/07/2016 por Norteando Você

Estudantes desenvolvem bactéria que auxilia no combate a poluição marinha

A tecnologia está sendo utilizada de duas formas: limpar as praias e produzir matéria-prima para confecção de tecidos

O processo é dividido em duas etapas e pode levar até 24h para acontecer (Foto: Reprodução)

O processo é dividido em duas etapas e pode levar até 24h para acontecer (Foto: Reprodução)

Uma das maiores preocupações dos ambientalistas que cuidam da vida dos oceanos é com a poluição dos mares. Porém, os pesquisadores agora contarão com mais um reforço para combater a poluição marinha. Tudo isso porque duas estudantes francesas conseguiram desenvolver uma bactéria que se alimenta de lixo, transformando os antigos resíduos em água.

Trabalhando com a ideia desde os tempos do colégio, as estudantes Miranda Wang e Jeanny Yao  já colhem os frutos dos seus trabalhos de pesquisadoras e possuem duas patentes, uma empresa e cerca de U$ 400 mil dólares de investimento inicial.

Com cinco prêmios em seus currículos, a dupla ficou famosa por ser a mais jovem a ganhar o prêmio Perlman de ciência. Tudo graças ao protótipo de bactéria capaz de transformar plástico em CO2 e água. A tecnologia está sendo utilizada de duas formas: para limpar as praias e também para produzir matéria-prima para confecção de tecidos.

Motivação da pesquisa

De acordo com as pesquisadoras o que mais motivou o trabalho, além do auxilio a luta contra poluição do ambiente marinho, foi o destino correto e sustentável para o consumo do plástico. “É praticamente impossível fazer com que as pessoas parem de usar plástico. O que precisávamos, então, era de uma tecnologia que fosse capaz de quebrar o material e ajudar no combate da poluição dos mares” Ainda segundo as estudantes , tudo deveria ser biodegradável.

Processo de funcionamento

A tecnologia em desenvolvimento é composta por duas partes. Primeiro, o plástico é dissolvido e depois as enzimas de catalização quebram os componentes em pedaços mais maleáveis. Esses componentes são colocados em uma estação biodigestora, em que tudo será compostado. O processo leva, no máximo, 24 horas para acontecer.

Utilização de bactérias

Uma nova maneira de iluminar a cidade está sendo desenvolvida por uma startup francesa. A empresa desenvolveu um sistema de iluminação que usa bactérias modificadas geneticamente para se tornarem “luminosas”.

A intenção da startup Glowee é utilizar esse método, que não consome eletricidade, para iluminar vitrines de lojas, fachadas de prédios, monumentos e outros espaços públicos, além de mobiliário urbano, como pontos de ônibus e placas de sinalização.

Notícias relacionadas

Deixe aqui seu comentário