27/06/2016 por Norteando Você

Energias solares e eólica devem ultrapassar hidrelétricas até 2040 no Brasil

O principal fator que deve proporcionar tal salto é o avanço tecnológico, que irá baratear os equipamentos necessários para produção dessas energias

As energias renováveis irão superar as existentes hoje no Brasil, até 2040 (Foto: Reprodução)

Energias renováveis irão superar as existentes hoje no Brasil, até 2040 (Foto: Reprodução)

O Brasil segue nos avanços ligados a tecnologia sustentável. De acordo com especialistas na área, este desempenho continuará assim nos próximos anos. A estimativa é parte do relatório elaborado pela New Energy Outlook 2016 e a BloombergNew Energy Finance (BNEF).

Segundo o estudo, o Brasil deve alterar consideravelmente sua matriz energética nos próximos 25 anos, deixando de depender majoritariamente das hidrelétricas para usufruir mais da geração solar e da eólica, dois sistemas que encontram em pleno crescimento.

Em 2040, de acordo com o relatório, estima-se que 43% da energia gerada em território brasileiro terá fontes eólicas ou solares – em 2015, o número era de cerca de 6%. Já as fontes hidrelétricas, que possuíam capacidade instalada de 64% do total produzido em 2015, devem ter participação diminuída para 29% em 2040. A pesquisa foi feita para projetar como pode ocorrer a evolução de fontes de energia renovável nos países de economia mais forte no mundo.

O principal fator que deverá proporcionar tal salto é o avanço tecnológico, por meio do barateamento dos equipamentos necessários para produção de energia solar, o que vai impactar positivamente nos investimentos no setor. Há a estimativa de que, em 2040, energias renováveis vão atrair US$ 237 bilhões em investimentos só no Brasil.

No mesmo período, ainda que em decadência, carvão, gás e outras fontes fósseis terão investimentos de R$ 24 bilhões, enquanto as hidrelétricas serão alvo de US$ 27 bilhões, segundo o estudo.

Energia solar nos telhados

O que existe muito pouco hoje em dia será bem mais popular nos próximos anos. O estudo atesta que o número de imóveis com placas solares em telhados deve ir dos atuais 3,5 mil para 9,5 milhões em 2040. Desse modo, deve haver crescimento na geração distribuída de energia (quando uma pessoa produz e vende o excedente para o sistema elétrico em troca de créditos).

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