19/07/2016 por Paulo de Tarso

Canjica: um tradicional prato das festas juninas

A canjica é consumida não só nas festas juninas mas sim no ano inteiro, dizem que sua origem é africana, mas há registros que ela era consumida com açucar pela corte brasileira

A canjica também pode ser sinônimo de outra iguaria: o curau (Foto: Divulgação)

A canjica também pode ser sinônimo de outra iguaria: o curau (Foto: Divulgação)

A canjica é uma comida típica da culinária brasileira, consumida especialmente nos meses próximos às festas juninas. Em algumas regiões, especificamente a Nordeste, o nome também pode ser sinônimo de outra iguaria típica da época: o curau.

O milho da canjica é extraído do milho verde e de preferência ralado, mas pode ser passado no liquidificador, passado numa peneira aproveitando bem o amido do milho para que fique bastante consistente.

Origem

Enquanto alguns dizem que a canjica foi uma criação dos indígenas, outros acreditam que a verdadeira origem é africana. Há uma também que dá o mérito aos portugueses, responsáveis pela criação de novos pratos com milho. Seja qual for seu nascedouro, é uma delícia apreciadas por muitas pessoas.

No entanto, há registro de que no Brasil, antes da chegada da Corte, idos de 1800, a população do Rio de Janeiro já tinha costume de servir a canjica temperada com açúcar, durante o jantar ou ceia.

Seja como for, a canjica é sem dúvida um prato perfeito para ser consumido nos dias mais frios.

 Vejamos uma receita especial de canjica:

Ingredientes:

– 20 espigas de milho verde

Curau

Canjica com canela (Foto: Divulgação)

– 1 kg de açúcar

– 1 xícara de manteiga ou margarina

– 1 caixa de creme de leite

– 5 litros de leite

– Sal a gosto

– 1 côco

– Canela a gosto

Modo de preparo:

– Descasque o milho e corte, passe o milho no liquidificador com o leite

– Esprema em um escorredor de macarrão

– Passe na peneira fina

– Misture todos os outros ingredientes, leve ao fogo brando, mexendo sem parar com uma colher de pau até abrir fervura

– Quando engrossar bater bem para não empelotar

– Depois de bater deixe cozinhar por 30 minutos, sempre mexendo

– Colocar nas travessas e colocar por cima canela em pó

A receita é fácil! Bom apetite!


Paulo de Tarso
Paulo de Tarso Bezerra Gomes (Paulo de Tarso, o poeta de Tauá), nasceu em 28 de abril de 1963, na Fazenda Confiança, Tauá-Ceará. O poeta tem mais de setenta cordéis publicados com variados temas: Luiz Gonzaga, Patativa do Assaré, Rachel de Queiroz. Temas políticos e históricos, com destaque para o A Guerra de Canudos e o Herói Conselheiro, O Beato Zé Lourenço e o Caldeirão, entre outros.

Foi selecionado e premiado no Prêmio Mais cultura “Patativa do Assaré” – Com o Cordel “O Quinze” Baseado na obra da Raquel de Queiroz. Tem dois CDs de poesia é declamador, ministra oficinas de cordel, é membro do Centro Cultural dos Cordelistas do Nordeste – CECORDEL e Academia Tauaense de Letras. É um apaixonado pela poesia de cordel e pelo repente de bons repentistas.

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