29/06/2016 por Então Pronto

Lean Startup – Gerar Valor e Aprendizado Experimentando

Principal diferença da forma tradicional de tratá-la é entender tal processo como o principal componente da metodologia

 

Startup Stock Photos

A experimentação é um dos componentes principais do método Lean Startup, pois ela reforça e implementa o conceito de aprendizagem validada.

No artigo desta semana continuamos nossa série de textos sobre o método em questão, onde comentarei sobre: Valor versus Desperdício e Experimentação.

Trabalhando com mais Inteligência

Em meu último artigo (clique aqui) abordei, dentre outras coisas, o conceito de aprendizagem para o método do Lean Startup, cuja principal diferença da forma tradicional de tratá-la é entender tal processo como o principal componente da metodologia e que ele acontece continuamente e concomitantemente aos trabalhos de planejamento do negócio.

Como já falado, o Lean Startup carrega em seu DNA os princípios e bases da Qualidade Total, amplamente difundidos pelo Sistema Toyota de Produção, em que se tem muito forte o conceito de que se deve concentrar os esforços do trabalho naquilo que de fato gere valor ao processo, ou no caso ao negócio.

Principalmente quando executamosImage of laptop at workplace and businessman relaxing in office um projeto que não foi bem-sucedido, queimamos neurônios repensando todo o trabalho que tivemos, as horas despendidas, procurando explicações ou lições aprendidas daquela experiência.

O que o Lean Startup questiona, dentre outras coisas, é que o que de fato gera aprendizado útil? Por que é preciso passar por tudo isso para ter essas constatações apenas após o projeto? E conclui que muito desse gasto de energia e tempo é desperdício.

Portanto, quando está desenvolvendo um negócio, um produto ou serviços é necessário ter sempre em mente esse conceito: não é trabalhar mais mas trabalhar de forma inteligente.

Quando se trata de um negócio trabalhar de forma inteligente e explorar ao máximo a aprendizagem validada segundo o Lean Startup é procurar entender o cliente. Logo chegamos em um ponto que nos questionamos, como fazer tudo isso? A resposta do método é simples: experimentando.

Experimentando é que se aprende

O método apresenta a startup como um grande experimento e que ele não é uma receita pronta, pois pode ser e é aplicado em diferentes negócios, setores e de diversos tamanhos.

Experimentação, conforme a metodologia frisa bem, não é fazer as coisas e ver o que acont10. Blackboardece; pelo contrário é um método estruturado de teste da estratégia estabelecida e organizada no planejamento. Então se uma startup é um experimento deve seguir o método científico, em que a partir de uma hipótese clara, prevê o que pode acontecer e em seguida realiza os testes, forma empírica, para verificar se o que se previu de fato era válido.

O que percebemos que o “pulo do gato” do método é o teste imediato e completo de hipóteses que só seriam avaliadas no futuro, pondo em risco todo o trabalho e empenho das pessoas envolvidas na empreitada e consequentemente um negócio promissor.

Portanto, se estabelecemos um procedimento claro e estruturado para avaliação de hipóteses, onde focamos naquilo que gera valor para o negócio, verificando se o que se estabeleceu como parâmetros estão corretos e se entendemos nosso cliente então voilá, eureka: Aprendizagem Validada.

Conclusão

O sucesso de qualquer negócio depende de como entregamos o que os clientes precisam, eles não necessariamente precisam saber o que querem, muitas vezes de fato não sabem, logo que mais óbvio do que empreender tempo e recursos para tal?

O método Lean Startup sintetizou bem isso ao aplicar os princípios da Qualidade Total no ambiente de startups e foi mais longe ao entender que a compreensão do cliente, através de da implementação sistemática de testes proporciona resultados consistentes para o desenvolvimento do negócio. E assumindo o caráter experimental de uma startup, devemos também lembrar que saber fazer as perguntas certas são mais do que meio caminho andado para o estabelecimento de respostas consistentes.

Que tal aplicar esses conceitos? Podemos começar nos questionando se todo o trabalho que realizamos é de fato empregado em coisas úteis que gerem valor real ou um esforço para parecer bem-sucedido? Como posso compreender meu cliente? Que testes posso fazer?

Chegamos assim ao fim de mais um post e encerramos o grupo de assuntos, definidos no Lean Startup, relativos à Visão Geral do modelo, no próximo artigo abordarei com mais detalhes a Direção da startup.

 

Thiago Fernandes

Então Pronto!

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