14/07/2016 por Leonardo Pedreira

Startups ampliam investimentos em tecnologia no campo

Segundo o Comitê Agrotech da Associação Brasileira de Startups – ABStartups, os investimentos no setor primário têm como principal motivação os números positivos

agronegócio brasileiro vem investindo pesado nos últimos anos em novas tecnologias. O que se tem visto em muitos Estados é produtores e empresas sempre em busca de soluções para facilitar e aprimorar o trabalho, principalmente no campo. Hoje, por exemplo, muito comum, é ver, além das companhias tradicionais, as startups se engajando nesse importante segmento da economia brasileira. Trata-se do setor com o melhor desempenho em termos econômicos. Somente nos últimos cinco anos, a expansão das startups do agronegócio, as chamadas agrotech, foi de 70%.

Para se ter uma ideia, somente nos últimos cinco anos, a expansão das startups do agronegócio, as chamadas agrotech, foi de 70%. (Foto: Divulgação)

Somente nos últimos cinco anos, a expansão das startups do agronegócio, as chamadas agrotech, foi de 70% (Foto: Divulgação)

Segundo o Comitê Agrotech da Associação Brasileira de Startups – ABStartups, os investimentos no setor primário têm como principal motivação os números positivos. Ainda de acordo com a entidade, o movimento ainda é tímido no Brasil, mas o cenário está mudando, e para melhor.

Startups ou agrotechs

As agrotechs seguem os mesmos princípios de outras muitas empresas inovadoras associadas à tecnologia. Embora sejam investimentos de risco, as companhias têm atraído jovens com perfil empreendedor e que buscam autonomia.

Dados da ABStartups revelam também que são 4.180 empresas cadastradas no país, sendo 212 no Rio Grande do Sul, o quarto colocado no ranking nacional. No agronegócio, especificamente, há 23 empresas. Mas, há outras áreas relacionadas, como meio ambiente, com 14. Ao contrário dos produtos desenvolvidos para o segmento urbano, no agronegócio a criação é feita a partir de uma demanda específica. É o caso da Aegro, startup gaúcha que desenvolveu um software de gestão voltado às lavouras.

Tudo começou a partir da necessidade do agrônomo e sócio da companhia que precisava de um sistema que pudesse substituir os dados compilados nas planilhas de Excel em informação. Resultado: foi criado um  produto que fez com que o cliente diminuísse o tempo de planejamento da safra. Antes demorava de duas a três semanas. A agora leva apenas três dias.

Cadastramento

Conforme verificavam as necessidades, é possível  aprimorar o sistema. Hoje, já se pode cadastrar a área produtiva, as atividades executadas, o tempo para isso e a comparação do planejamento inicial com o resultado. Esse tipo de solução criada no Brasil chegou a ser premiada pelo SAP Hana Innovation Award 2016, na Flórida, Estados Unidos, um dos principais em nível mundial.

Fonte: Associação Brasileira de Startups


Leonardo Pedreira
Radialista por profissão e jornalista por paixão. Iniciou sua carreira na década de 80, orientado pelo pai, Almir Pedreira, quando realizou seu primeiro teste na Rádio Universitária FM, da Universidade Federal do Ceará. Do rádio passou para a televisão, também na década de 80, dando seus primeiros passos como apresentador de TeleAulas, da então TV Educativa, do Governo do Estado do Ceará. Já como repórter, ingressou no Grupo Jangadeiro de Comunicação, em 1991, onde está até hoje. Atualmente, é Radialista da Tribuna Band News FM – 101,7. Ainda trabalhou como assessor de imprensa na Superintendência Estadual do Meio Ambiente – Semace, por 10 anos.

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