24/03/2017 por Rafa Britto

Feliz? A diferença entre Ser x Estar e 5 dicas para praticar já!

Essa semana foi comemorado o Dia Internacional da Felicidade, mais precisamente no dia 20 de março. Muitos acreditam que a felicidade está longe ou precisa ser alcançada de algum modo. Mas e se ela estiver de fato perto, colada, inclusive nos momentos tristes?

Foto: divulgação internet

Por conta do “Dia Internacional da Felicidade“, vi algumas matérias com bastante entusiasmo, por ser um tema que acho importantíssimo se falar, chegar ao máximo número de pessoas, pra ver se a coisa descomplica mesmo. De tanto se falar, as dicas e sugestões para ser feliz chegam a ser clichê: “a felicidade está nas pequenas coisas” ou “a felicidade está dentro de nós” e por aí vai. Sou dessas, acho que a coisa é mais simples e mais acessível do que se possa imaginar.

A questão é que os clichês são verdadeiros, mas não adianta apenas lê-los ou ouvi-los, é preciso acreditar e praticá-los, dia a dia, principalmente naqueles momentos mais “felizes” como: engarrafamento; pilha de louça pra lavar; conta atrasada; ônibus lotado e por aí vai. Me explico.  

Acredito demais que ser feliz é questão mais de SER do que de ESTAR. Tristeza, dor da perda, da separação, dor do fracasso, tudo isso faz parte da vida, faz parte do pacote. Eu posso estar em meio à uma dor terrível por algum motivo pontual qualquer: namoro que acabou, dívida sem fim, morte de alguém próximo ou do meu querido cachorro. Sou humana, sofro. Mas se perguntarem nesse mesmo momento se sou uma pessoa feliz, digo sem pestanejar: sim. Por quê? Lembro sempre da saúde que tenho, dos amigos em minha volta, da minha família, do quanto sou agradecida por tanta coisa. Pronto, agradecimento.

Vem de dentro a maior de todas as felicidades, daquelas simples, sem motivo. Na yoga chamamos até por um nome específico: Contentamento, que vem do sânscrito Santosha. E quando você sente isso, pode o céu desabar na sua cabeça, mas o contentamento está ali e é o que te faz respirar fundo e seguir.

SER feliz é diferente de ESTAR feliz 

Foto: divulgação internet

Acredito que é uma questão meio de escolha. Eu escolho como vou reagir diante das situações de estresse e tristeza. Sou bastante indecisa em várias coisas, mas acordo todo dia escolhendo a alegria como Norte. Uma das minhas guias, minha avó que está em outra dimensão, vivia falando que sabedoria é viver com Alegria. Sim, já fui bem questionada quanto a isso. “Tu é sempre tão feliz assim?”

Cara, experimenta misturar autoconhecimento, se permitir falar e ouvir bobeiras/besteiras e rir como se não houvesse amanhã da piada do tomate (se quiser saber, me pergunte), dançar sem vergonha, cantar sem saber a letra, saber dizer não sem culpa, etc.

Cada um tem seu método, claro, mas escolhi 5 das principais coisas para mim essenciais para dar um xô na tristeza e manter o contentamento sempre presente, com algo muito importante em todas elas: a autorresponsabilidade em todas.

Praticando o verbo SER feliz:

1. Fazer (pelo menos) uma coisa que você gosta todo dia

As coisas mais bobas como tomar um sorvete, ler uma poesia, assistir a um filme, fazer um telefonema para alguém que gosta muito, olhar o mar, comer um brigadeiro etc. Não dia pra ser feliz.

2. Não se sentir responsável pela felicidade de ninguém

Não somos responsáveis pela vida ou felicidade de ninguém, sejam pais, amigos, namorados. É puro conto de fadas o tal do “vou te fazer feliz”, a gente pode até contribuir – e contagiar com a nossa própria – mas eles precisam lidar com os próprios sentimentos e escolhas e se empenhar na busca da própria felicidade.

Enquanto isso, eu sou responsável pela minha, mais ninguém. Deixemos de terceirizar essa responsa, pelo menos nessa esfera aqui ainda podemos, certo?

3. Ver poesia em meio ao caos

Diante de um engarrafamento poderoso, eu posso me irritar totalmente, xingar os motoristas e me estressar. Ou posso simplesmente ligar o som em uma boa música, olhar o céu e me encantar com alguns formatos de nuvens, ver um pássaro ou outro voando, me alongar no carro (sim, é possível). É só um exemplo. Não temos controle sobre coisas externas à nós, mas temos total poder sobre como reagimos a tudo isso.

4. Ouvir (e/ou dançar) uma música que mexe com você

Bem, eu tenho um playlist chamado “happy songs”, isso já explica muito. Não curte muito música, mas não consegue ouvir aquela música e ficar parado? Volume máximo pra ela!

5. Conversar com um desconhecido

Essa é uma das minhas preferidas e sempre funciona. Pode ser uma besteira, tem gente que a conversa nem rende, mas só aquela troca de palavras, risos, opinião sobre qualquer coisa, nos tira um pouco do foco do “eu” e nos amplia visões, nos faz experimentar que o mundo é enorme e tem muita gente cheia de problema, mas, principalmente, cheia de solução também.


Rafa Britto
Libriana com ascendente em Touro, pernambucana abraçada pelo Ceará. Viciada em comunicação, seja ela escrita, falada ou observada. É jornalista, mas também corre, escreve poesia, faz yoga, medita, devora livros, toca violão e canta amadoramente, cozinha quando dá na telha, amante da vida.

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